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CONCELHOS

Assim é o Algarve, um destino turístico composto por 16 concelhos, cada um com identidade própria, paisagens de encantar e histórias especiais para contar.

 

HISTÓRIA

No Algarve as suas férias ganham uma dimensão histórica.

Um pouco por toda a região é ainda possível desvendar encantos e segredos da história de Portugal, que o tempo não apaga.

As férias passadas no Algarve servem também de pretexto para uma viagem no tempo, ao encontro de numerosos testemunhos de povos e culturas que ao longo da história se cruzaram com a região.

Da presença romana à longa herança muçulmana, da reconquista cristã à epopeia dos Descobrimentos portugueses, não faltam motivos para redescobrir sinais de um passado histórico marcante.

As marcas da presença humana no Algarve recuam a tempos imemoriais. Exemplos disso são os milenares vestígios neolíticos e as mais recentes, mas não menos interessantes, estações arqueológicas romanas, abertas a visitas. A visita ao passado da região e à sua valiosa história faz-se também percorrendo os diversos museus arqueológicos, que encerram um vasto património ainda por descobrir.

Herdeira de antigas civilizações, a região algarvia foi igualmente ponto de passagem de outros povos, numa ligação quase sempre facilitada pelo imenso mar que banha as suas costas.
Os mais de cinco séculos de influência árabe marcaram para sempre os destinos da região, a começar pelo próprio nome: Al-Gharb, O Ocidente. Esta presença, que se prolongou do séc. VIII ao séc. XIII, ainda hoje se encontra bem patente nos nomes das povoações, na agricultura, na arquitectura dos monumentos, nos rendilhados dos terraços e chaminés ou no branco da cal que teima em cobrir o casario de muitas localidades algarvias.

Silves assume então a centralidade da região, fruto de uma estratégica localização geográfica.

Em meados do séc. XIII, as terras algarvias são as últimas de Portugal a serem conquistadas ao domínio muçulmano. Após longos avanços e recuos, a reconquista cristã tem a preciosa colaboração dos Cavaleiros da Ordem de Santiago, liderados por D. Paio Peres Correia, para no reinado de D. Afonso III pôr cobro à presença árabe no Algarve e unir a região ao reino de Portugal. Para além de Silves, Tavira e Faro, actual capital algarvia, são definitivamente tomada aos mouros. Fundava-se assim o Reino de Portugal e dos Algarves.

Mais tarde, no início do séc. XV, o início da expansão marítima portuguesa dá novo vigor às terras e gentes algarvias. Lagos e Sagres ficam para sempre ligadas ao Infante D. Henrique e aos Descobrimentos. Ainda hoje, na Ponta de Sagres, um gigantesco dedo de pedra aponta para o oceano Atlântico numa clara alusão à coragem dos navegadores algarvios, como Gil Eanes, que se faziam ao mar à procura de novos mundos para dar ao mundo.

Marcas desta história tão longínqua, mas ainda tão presente na alma algarvia, encontram-se espalhadas por toda a região.

Visitar Aljezur, Lagos, Silves, Faro, Tavira, Castro Marim e Alcoutim é descobrir em cada museu, igreja, fortes e castelos a grandeza da história portuguesa, as suas gentes e tradições.

 

DEMOGRAFIA E GEOGRAFIA

O Algarve subdivide-se em três grandes faixas, todas elas de grande beleza paisagística:

- O litoral, onde se concentra a maior parte da atividade económica regional. A costa algarvia é muito diversificada, variando entre costas abruptas, areais extensos, lagunas recortadas, sapais e outras formações dunares. As rochas predominantes são essencialmente do tipo sedimentar (como é o caso dos arenitos e dos conglomerados). Morfologicamente, o litoral tem uma baixa altitude e é, na sua maioria, constituído por relevos aplanados, dispostos por campinas e várzeas;

- O barrocal é uma zona de transição entre o litoral e a serra, sendo constituído por rochas calcárias e xistosas. Também conhecida por beira-serra, esta zona é, tradicionalmente, a principal fornecedora de produtos agrícolas do Algarve, onde se destaca o seu afamado medronho, o mel e a cortiça;

- A serra ocupa 50% do território. É formada por rochas xistosas e algumas graníticas. Os principais conjuntos montanhosos são a serra do Espinhaço de Cão, a serra de Monchique, o ponto mais alto do Algarve: 902 metros, e a serra do Caldeirão ou de Mú.

A posição geográfica do Algarve confere-lhe características bioclimáticas especiais. O clima é temperado, de características mediterrânicas, com mais de 3 000 horas de sol por ano e uma fraca precipitação média anual.
O setor de atividade mais importante é o terciário (comércio e serviços), resultado da principal atividade económica – o turismo. Este subsetor assume tal importância no Algarve que representa, direta e indiretamente, cerca de 60% do total de emprego e 66% do PIB regional. O Algarve recebe anualmente cerca de 4 milhões de hóspedes.

 

CLIMA

O Algarve desfruta, ao longo de todo o ano, das melhores condições climatéricas da Europa. Caracterizada por escassos períodos de precipitação, geralmente concentrados nos meses de novembro a março, e por um alto nível de insolação, a região algarvia apresenta ótimas condições meteorológicas para o desenvolvimento da atividade turística ao longo de todo o ano.

Durante o verão as temperaturas são elevadas, facto que propicia o turismo de “Sol e Mar” e eleva o Algarve como um autêntico paraíso para banhistas. Esta é uma região debruada a areia branca e fina, que se estende por quilómetros de costa, e munida de um mar calmo, com temperaturas tépidas que rondam os 22 graus centígrados no período do verão.

Devido ao seu relevo e à sua localização geográfica, o Algarve recebe variadíssimas influências climáticas: do continente europeu ao norte de África, do oceano Atlântico ao Mediterrâneo. As temperaturas máximas oscilam, ao longo do ano, entre os 15 e os 31 graus centígrados, não se registando mínimas negativas no inverno, estação em que os dias solarengos induzem à visita de turistas oriundos dos países do norte da Europa.

Temperaturas médias

Ar no verão: 24ºC a 29ºC
Ar no inverno: 15ºC a 18ºC
Mar no verão: 21ºC a 24ºC
Mar no inverno: 15ºC a 19ªC

 

TURISMO

Foi daqui que os Portugueses partiram ao encontro de outros povos e culturas no século XV… e é no Algarve que recebemos grande parte dos que nos visitam sempre com boa disposição. Até no clima, ameno e com muito sol ao longo de todo o ano!

E também com praias de excelente qualidade. Areais a perder de vista, limitados por falésias douradas, ilhas quase desertas que marcam a fronteira entre a Ria Formosa e o mar, ou baías pequenas, aconchegadas pelas rochas. O oceano em todos os tons de azul, quase sempre calmo e cálido, convida a banhos prolongados e à prática de desportos náuticos.

Há ainda a serra. Onde as pessoas vivem em harmonia com a Natureza e mantêm tradições que gostam de partilhar. E as cidades. Silves conserva vestígios do passado árabe e Lagos da época dos Descobrimentos. Mais cosmopolitas, Portimão e Albufeira vivem dia e noite cheios de animação. Faro é a porta de entrada da região e Tavira uma montra da arquitetura tradicional.

Para relaxar, muitos campos de golfe premiados internacionalmente. Ou vários tipos de tratamentos nos spas e centros de talassoterapia e nas Termas de Monchique. E hotéis, aldeamentos, resorts, dos mais simples aos mais sofisticados. Uma panóplia variada que tem em comum um gosto genuíno de bem receber.

Trilhos para seguir a pé ou de bicicleta dão a conhecer a região, como a Via Algarviana pelo interior ou a Rota Vicentina por um dos trechos de costa mais bem preservados da Europa. E os passeios de barco são outra forma ecológica de observar a fauna e a flora.

À mesa destacam-se peixes frescos e mariscos, grelhados ou em cataplanas. E os doces de amêndoa e figo… ou o licor de amêndoa amarga e a aguardente de medronho. São como que um pouco do sol do Algarve que podemos trazer connosco.